Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

09.Jun.07

ABORTO, A SAGA CONTINUA

Alguns meses após aprovada a lei confirmam-se os receios de muitos... Até que ponto tem o serviço nacional de saúde capacidade para responder com os meios adequados à legalização do aborto ou, se preferirem o esforçado eufemismo: IVG - interrupção voluntária da gravidez?

Vários problemas se colocam. Na verdade, o tom orgulhoso com que as vozes pelo sim ao aborto se ergueram durante a campanha para o referendo não correspondem, muitas das vezes, à verdade... Ou seja, poucas são as mulheres capazes de assumir que já fizeram um aborto, pelo que o anonimato desta prática tem sido uma das problemáticas levantadas. Uma coisa é certa e, segundo garante o director-geral de saúde, as mulheres só poderão fazer um aborto num hospital da sua área de residência. Além da questão do anonimato que não deveria assustar estas mulheres que com tanto orgulho se mostram a favor do aborto, há uma outra questão: os meios disponíveis para fazer cumprir a lei.

Os hospitais terão de ser munidos de equipamento próprio e, além disso, são necessários profissionais especializados. Será que todas as mulheres terão igual direito a fazer um aborto? Ou será que depende da sua área de residência e dos meios disponibilizados no hospital da mesma?

Uma coisa que me agrada particularmente é o número de médicos que se mostra contra a prática do aborto. Lembro-me de ter vibrado, dias antes do referendo, com o emocionado discurso do Dr. Francisco Gentil, a favor da vida humana e contra o aborto.

Logo, não posso ficar indiferente à notícia publicada pelo Jornal Público que revela que a maior parte dos médicos do serviço de Obstetrícia do Hospital Santa Maria se tem manifestado contra a prática de abortos. Assim, cerca de 70 a 80% dos 34 especialistas e 16 internos que trabalham neste serviço vão invocar o estatuto de objector de consciência para não praticaram IVGs.

Aquele hospital, que é quase como uma casa, depois de um ano de "visitas diárias" e, sobretudo, porque mais 5 anos por lá se adivinham, pelo menos está sempre a surpreender-me... com boas notícias.

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.